Vaca Atolada à minha moda

Apr
2008
22

posted by on Sem categoria

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Essa é mais uma da série comida de macho. Afinal, um prato que leva costela de boi não é encontrado em nenhum evento do sindicato das feministas, certo?

Por toda minha infância, eu sempre tive restrições à carne cozida assim. Meu paladar infantil não admitia nada meio molenga, que fosse muito fácil de mastigar. A coitada da minha mãe tinha que fazer bifes e mais bifes parecendo sola de sapato.

Como nossas preferências mudam, né?

Há receitas e mais receitas dessa iguaria das Minas Gerais. Algumas pedem por uma marinada de um dia inteiro, outras pedem por óleo em grande quantidade. A minha tem como ingrediente principal a paciência.

Limpo bem dois quilos de costela à gaúcha (aquela com ossos mais largos e mais carne). O seu açougueiro de confiança deve ter cortado ela em cubos, pois haja braço pra fazer isso em casa.

Em uma panela de pressão, coloco dois dentes de alho para fritar em quatro colheres de azeite. Assim que o alho começa à dourar, eu o retiro e coloco a carne em fogo alto, até ela dourar bem.

Aqui vai um pouco de conhaque até o alcool evaporar, e duas cebolas cortadas em rodelas por cima da carne. Nessa hora, eu coloco um cubinho de caldo de bacon e dois de caldo de carne. Completo com água até cobrir a costela.

Disponho cerca de um quilo de mandioca cortada grossa, e dois punhados de castanha de cajú por cima desse caldo fecho a panela. Assim que a panela começa à apitar, indicando que pegou pressão, eu baixo o fogo e vou fazer outra coisa. É que a carne vai ficar cerca de duas horas nesse fogo baixo, cozinhando lentamente.

No meu caso, tomei um banho, fiz a barba e tomei duas (hic) caipirinhas. Sem contar o tempo de preparo do arroz…

Após as duas horas, sirva com arroz soltinho e um pouco de alecrim fresco. Não precisa nem mastigar, de tão molinha que fica.

Vaca Atolada

Quase não consegui tirar as fotos. Tem que ter paciência, eu disse…

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  1. verediana
  2. roberto colin- chef de cozinha internacional

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