Raclete – SEMANA ESPECIAL DIA DOS NAMORADOS

Jun
2008
09

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Há exatos cinco anos, tive a felicidade de vivenciar a melhor experiência gastrônomica da minha vida. (Em tempo: estou aguardando ansiosamente por outras.). Foi numa noite de verão, bem “ali” na Place du Téléphérique, no centro do vilarejo de Les Houches, na França.
Florestas de pinheiros, chalés em madeira e sacadas floridas, montanhas com picos nevados, rebanhos de vacas ostentando pesados sinos de cobre no pescoço, vales glaciares. Sim, eu estava nos Alpes e não havia melhor oportunidade (ainda que no verão) e melhor lugar no mundo para experimentar pela primeira vez la raclette.

A Raclete, do francês racler (raspar, em português), é um prato típico suíço, feito com queijo homônimo, que consiste em raspar pedaços desse queijo derretido e acomodá-los em cima de batatas assadas ou cozidas.
Nos Alpes, a raclete é servida com cebolas e pepinos em conserva, prosciutto, salames, pancetta e azeitonas. O queijo é cortado em peças de aproximadamente dois quilos (quando não inteiro) e preso em um espeto próximo a um pequeno braseiro de lenha (tudo isso sobre uma bandeja de madeira). Cada comensal recebe uma espátula de cabo comprido e conforme o braseiro derrete o queijo, usa-se a espátula para recolher aquele creme dourado de sabor único e pô-lo juntamente com as batatas e as outras guarnições.

Hoje em dia é possível encontrar aparelhos de raclete domésticos (racleteiras), assim como encontramos os aparelhos de fondue.
Eles são elétricos e dispõem de panelinhas que são colocadas sobre uma armação redonda de metal, aquecida por uma resistência. Na parte de cima, encontra-se uma chapa, onde podem ser grelhadas batatas ou legumes de sua preferência.
Para a racleteira, é preciso que o queijo esteja fatiado, pois as panelas e as espátulas são pequenas, feitas para porções individuais.

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Para enriquecer o prato e possibilitar um número razoável de combinações de sabores, tenha disponível – além das batatas, das azeitonas e das conservas – porções de cogumelos frescos, abobrinha e berinjela fatiados.
Nozes, figos secos, pêras, tomates cereja e uvas verdes também são bem vindos. Eu ainda me atrevo a colocar um ou dois queijos diferentes além do queijo raclette.
Um pouquinho de imaginação e você consegue delícias assim:

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Esquerda: Queijo raclette, uvas verdes, nozes e blue cheese (minha favorita!)
Direita: Queijo raclette, cogumelos, tomate e orégano

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Esquerda: Queijo haloumi, tomate, orégano e berinjela
Direita: Queijo raclette, abobrinhas, tomates e azeitonas pretas

rac3

Esquerda: Queijo raclette, procciutto, tomate e cogumelos
Direita: Queijo raclette, pêras, nozes e blue cheese

Se na sua cidade o preço do queijo raclette é injusto ou impossível de encontrar, eu sugiro que você o substitua por peças de emental, de queijo suíco ou de queijo gruyère.

Assim como no fondue, a raclete envolve todo um ritual de preparo, sendo excelente sugestão para receber um pequeno grupo de amigos ou para o dia dos namorados.

Cada vez que termino uma raclete, não vejo a hora de ter outra ocasião para prepará-la de novo. Não só pelo prazer da degustação em si, como também pelas lembranças daquela viagem bacana que ela me traz.

alpes2003

Marcele e Clara em: “- Aquele é o Mont Blanc!”. (Les Houches, verão de 2003)

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