Pavlova – SEMANA ESPECIAL DIA DOS NAMORADOS

Jun
2008
05

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” “She does not dance, she soars as though on wings”
(Comentário de autor desconhecido sobre a bailarina Anna Pavlova)


O assunto “origem da pavlova” está para australianos e neozelandeses assim como o assunto “futebol” está para brasileiros e argentinos. Se você quiser evitar um desconforto entre “aussies” e “kiwis” (australianos e neozelandeses na gíria local), não entre no mérito da procedência dessa sobremesa. Diga apenas que é gostosa e pronto.

De acordo com os fatos, no ano de 1926, um chef neozelandês da cidade de Wellington, assistiu a um espetáculo da Turnê Mundial da bailarina russa Anna Pavlova aqui na Oceania e ficou simplesmente encantado com o que viu. Inspirado não só pela leveza dos movimentos como também pela indumentária de Anna, eis que o chef chega a uma torta leve, aerada e de sabor muito delicado.

Nessa mesma época, um Hotel na cidade de Perth (oeste autraliano) servia pequenos merengues cobertos com creme fresco e frutas, como acompanhamento dos chás da tarde. Certa vez, o chef do hotel ao apresentar a sobremesa para uma tradicional família australiana, recebeu o seguinte comentário: ” – É tão leve como Anna Pavlova”.
Por volta de 1929, Anna voltou a Austrália e ficou hospedada coincidentemente nesse hotel. O chef, lisonjeado com a estadia da estrela em seu estabelecimento, desde então oficializou o merengue do chá como pavlova.

Independente da origem, a pavlova é uma realidade, e aqui, eu diria que ela é uma unanimidade – sem menor sombra de dúvida, a sobremesa mais popular dessas bandas.

Originalmente, a pavlova consiste num merengue (tipo suspiro), bem assado, coberto com chantilly (batido com baunilha) e uma sorte de frutas a sua escolha, regadas obrigatoriamente com sementes de maracujá.

Para esse especial de dia dos namorados, eu dei uma pequena adaptada na receita e substituí as frutas frescas por uma calda de frutas vermelhas. A receita ficou assim:

Bata 4 claras em neve e adicione 5 colheres de sopa de açúcar, uma a uma, até obter o ponto de suspiro: aquele creme firme e muito brilhoso . Adicione uma colher de chá rasa de amido de milho e torne a bater para incorporar.

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Unte com manteiga uma forma redonda (eu usei de corações por conta da data) e leve as claras ao fogo baixo pré-aquecido (140 graus no máximo) por uma hora.
Agora o segredo: depois de uma hora, desligue o fogo, abra um pouquinho a porta do seu forno e deixe o merengue esfriar lá dentro, garantindo dessa forma que ele fique bem sequinho. Não retire a forma antes de ela estar completamente fria.

Enquanto isso, bata o creme de leite fresco em ponto de chantilly com algumas gotinhas de essência de baunilha e açúcar ao seu gosto. Reserve.

Para calda, eu usei três xícaras de chá de frutas vermelhas – morango, amoras, mirtilos e framboesas – cozidas em duas xícaras de chá de água com duas colheres de chá de aceto balsâmico e duas colheres de chá de açúcar.

Para montar sua pavlova, basta cobrir o merengue com o chantilly, regar com a calda vermelha e polvilhar lâminas de amêndoas.

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Apaixonante, não?

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