Galinhada

May
2012
08

posted by on Acontece, Aves, Cardápios Completos, Comida de Rua, Risotos

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Quando lemos e assistimos às principais notícias sobre o ocorrido na Virada Cultural em SP no último final de semana, relativas à “Galinhada do Atala”, um prato famoso preparado no restaurante Dalva e Dito, ficamos ao mesmo tempo tristes, nos colocando na posição do chef Alex Atala e sabendo o quanto é complicada a situação de não conseguir atender a todos que procuravam por sua comida, e frustrados como consumidores, nos colocando na posição das pessoas que foram buscar um prato famoso, e saíram de lá com uma porção fria, ou nem chegaram a ela.

Estamos muito carentes pela o oferta deboa comida de rua em São Paulo. Se pensarmos na região do Grande ABC, onde moramos, triplicamos essa carência, pois não temos opções boas e acessíveis, a preço justo, principalmente à noite.

Além disso, outro fato importante é que a comida está muito cara hoje em dia. Os restaurantes têm de arcar com tantos impostos e obrigações que um simples e honesto hambúrguer chega a R$ 25,00. Se vier acompanhado de uma coca-cola, a conta passa de trinta reais por pessoa, imaginem. É muito dinheiro.

Grandes cidades como Nova York ou Paris têm uma tradição de comida de rua há muito tempo, e isso faz parte da vida urbana como uma opção de refeição, com uma comida boa, gostosa.

Estamos rascunhando ainda uma tradição nessa área. Exemplo foi o que aconteceu na Virada, em que houve a promessa do acesso a essa “comida boa”, a preços mais baixos, e a imensa procura pelo público por essa opção. Talvez a única oportunidade para muitas daquelas pessoas.

Vivemos também a massificação da informação. Todos, até os consumidores mais distantes da realidade de um bom restaurante, reconhecem a fama de um chef, sabem que ele representa o Brasil internacionalmente, que faz uma comida extraordinária. Alguns, e nessa lista nos incluímos, conhecem e apreciam a boa comida realizada por esses chefs, mas não têm acesso a ela, não aos preços atualmente praticados.

Adivinhem por que nós aprendemos a fazer comida boa em casa? Por mais que gostemos de jantar num bom restaurante, é muito caro para arcarmos com uma despesa dessas duas ou três vezes por mês. Em casa, ajustando aqui e ali uma receita, nos aproximamos um pouquinho do que os chefs realizam, e podemos reproduzir quase a mesma comida a um preço mais acessível.

Não queremos nos comparar aos chefs, muito pelo contrário. Nos solidarizamos a eles, esperamos também que possam colocar “na rua” a comida boa que realizam, a um custo mais baixo, sem serem tão reféns dos altos impostos e das obrigações a que estão sujeitos para manter um restaurante funcionando. E que essa comida chegue ao prato daqueles que gostariam de degustá-la com a mesma acessibilidade que a informação sobre ela é disseminada.

Atala, te abraçamos nessa causa!

Essa receita é uma homenagem ao chef que colocou o Brasil recentemente entre os quatro melhores restaurantes do mundo (e isso é MUITA coisa), e uma esperança de que comida boa seja fácil de se conseguir, sem tumultos ou transtornos, como essa aqui, feitinha em casa:

Galinhada

- 2 kg de frango (cortado em pedaços pequenos)
- 2 colheres de sopa de cúrcuma
- 4 colheres de sopa de vinagre de maçã
- Pimenta do reino a gosto
- 6 colheres de sopa de óleo de milho
- 2 cebolas médias, picadas
- 4 dentes de alho, picadinhos
- Um punhado das seguintes ervas frescas: manjericão, hortelã e coentro
- 5 xícaras de arroz cru
- 4 tomates picados, sem pele e sem sementes
- Pimenta calabresa a gosto
- 2 latas de milho, escorrido
- Caldo de frango suficiente para cobrir o arroz (aproximadamente 2 litros)

Para acompanhar, quiabos cortados ao meio, apenas grelhados na frigideira, sem óleo, temperados com um pouco de sal.

Prepare uma marinada com vinagre, sal, pimenta do reino e cúrcuma e tempere o frango. Deixe descansar em geladeira por no mínimo 3 horas. (De um dia para o outro fica perfeito). Aqueça uma frigideira (ou se você tiver uma panela wok, que distribui bem o calor, pode usá-la, foi como fizemos) e leve o frango para dourar com o óleo, em pequenas porções para não juntar líquido, até ficar bem douradinho mesmo.

Quando todos os pedaços estiverem bem fritinhos, passe para uma panela maior e acrescente as cebolas e os dentes de alhos picados, e refogue bem até dourar. Junte o arroz, os tomates, as ervas e o cubra tudo com o caldo. Deixe cozinhar em panela semi-tampada, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo, até o arroz ficar bem cozido. Para finalizar, acrescente a pimenta calabresa e o milho, mexa e sirva.

Aqueça uma panela de barro no forno, e use-a como recipiente para servir à mesa.

Vai ficar bonito e perfeito para manter a galinhada aquecida até o final da  refeição. Isso é importante, porque temos certeza de que a sua refeição vai incluir várias e várias idas até a panela novamente.

 

Servidos?

Fica bom demais…

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  1. Cocada cremosa pra comer e repetir!
    [...] aquela história da galinhada do Alex Atala, ficamos com desejo de comer um bom pratão dela, e o Lê …

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