Falando de #cerveja: Weihenstephaner Vitus
2012
Onde você estava no ano de 1040? Eu não me lembro muito bem…
Neste longínquo ano, os portugueses nem sonhavam em descobrir o Brasil. Nem as cruzadas haviam acontecido ainda.
Mas o mosteiro beneditino de Weihenstephan começava a produzir cerveja.
Considerada a mais antiga cervejaria em atividade do mundo, o primeiro registro data de 1040: uma “Braugerechtsame”, autorização concedida às ordens monásticas para produzir cerveja. Hoje, a cervejaria é propriedade do Estado da Baviera e é gerenciada desde 1921 pela Universidade Tecnológica de Munique.
Pra uma cervejaria ter tanta longevidade, alguns fatores, inclusive a sorte, são importantes. Mas eu acredito que o principal é: qualidade. E isso não falta nas cervejas deles. A mais conhecida é a Weihenstephaner Hefe Weissbier. É do estilo German Hefeweizen, o estilo que a gente mais conhece para aquelas cervejas de trigo bem refrescantes (manjam a Erdinger? Então.).
A cerveja de hoje é do estilo German Weizenbock, altamente indicada pros dias frios dessa época. Ela tem um corpo mais denso e um teor de álcool mais elevado (7,7%) e faz um belo conjunto com algum prato mais substancioso, sendo bebida devagarinho. Eu a tomei com uma sopa encorpada, como a Debora fez nesse post.
No copo, a gente vê uma espuma bem densa, que demora a desaparecer. Uma cor dourada, turva, bem inusitada para esse estilo. O aroma é espetacular: cravo, banana, pão… O sabor, delicioso, algo de cítrico, só que bem adocicado… No final, vem um bom amargor, caindo como uma luva no conjunto final da cerveja.
E tem um preço bem camarada por aí! Vale muito a pena! Que tal neste final de semana?
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3 comments
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Adorei a história, bem contada e dá uma vontade de provar essa cerveja.
ganhou como melhor cerveja do trigo em 2011 e repetiu em 2012, vale pacas conhecer, parabéns pelo post e pelo trabalho de vcs
Essa breja ta no meu top3….simplesmente perfeita!